terça-feira, 7 de maio de 2013

O velho novo.


Nem todas as pessoas se conhecem quando se encontram, algumas simplesmente se encontram. Digo isso depois de uma longa reflexão, leituras de textos antigos e também por algumas amizades estabelecidas ao longo dos anos. Claro que há quem não se conheça, nem se encontre, apenas se esbarre e nada mais; cada situação depende da disposição das pessoas pra acontecer ou não. Mas como eu ia dizendo, as vezes nós nos reconhecemos amigos, é bem difícil, mas tão gostoso quanto chocolate quento no frio ou coisas assim, que parecem bobas, mas causam efeitos surpreendentes!

A amizade por si só é uma dádiva, mas descobrir numa outra pessoa uma sintonia peculiar que te permite só com o olhar saber o que está acontecendo ou se fazer entender, é raro. Rir da mesma coisa sem dizer nada ou concordar sem nem virar o rosto um para o outro, isso sim é raspadinha premiada. Não dá para combinar também nos times, aí já é demais. Clássico de morte acaba se tornando Palmeiras X Santos e um dos dois sagrados clubes com qualquer outro time do mundo te faz vestir a camisa, aprender o hino, chorar as pitangas...

O silêncio do outro às vezes é a bronca que precisamos, aquela mão na beira da estrada é o que nos mantém na caminhada, a parceria do brigadeiro logo depois de uma decepção amorosa é revigorante. E sempre tem aquele amigo carinhoso que solta um "se liga, idiota!", só para te tirar da inércia e é um tratamento de efeito! Tudo gira em torno de um respeito, que mesmo desrespeitoso, acata a postura amiga com as opiniões, pedidos, mandos e desmandos que a outra pessoa traz, sempre na intenção de que você esteja bem.

Nas minhas amizades as experiências de leituras estão sempre muito presentes, as caricaturais também, mas essas não são tão derramadas como as inumeráveis cartas, textos, bilhetes e o que mais possa haver com palavras e frases cheias de um sentimentalismo que vai passar, para quem escreveu e para quem leu. Caminho natural das coisas, mas compartilhada no momento necessário e compreendida também.

Poxa, foram tantas voltas pra dizer sobre uma observação simples, que encontrei uma amiga justo quando não esperava, nos reconhecemos e aqui estamos compartilhando um espaço no mesmo blog! Outras pessoas também foram encontradas, reconhecidas e estão retratadas aqui, mas perceber que com dias de amizade nos conhecíamos tanto quanto hoje, quatro anos depois, é quase assustador. Sei que tenho amigos reconhecidos espalhados por várias cidades, o que não significa que são muitos, é que são espalhados mesmo e que fazem toda diferença, então repare sempre no caminho, pode ser que passe por um velho novo amigo e é sempre interessante estar atento, nunca se sabe.



Esse texto é da minha amada amiga Natielly Weimag, 07/05/2013.


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