Quando dei por mim, estava em uma cadeira de rodas.
Foi assim que começou-terminando uma saga meio traumática.
Sempre me orgulhei do fato de ser mega sedentária. Mas daquelas grandes ainda, comendo no sofá, andando, deitando, dormindo, acordando e comendo.
Só que o stress chega, né? Pra todo mundo. Tudo bem que hoje em dia tem uma galera de 11 anos que não sabe o que está fazendo no mundo, e isso sim me assusta... Mas, voltando, o stress chegou e veio arrebentando tudo em mim. Conclusão: quem sabe fazer um esporte mais conhecido? Aquele que eu fazia quando tinha uns, sei lá, 3 anos de idade?
Daí lá foi eu. Em um mundo ROSA e CHEIO de babados, phyneza e disciplina. Falando assim e analisando friamente já não tem nada a ver comigo, mas custou a tentativa.
BALLET. Sim, aquele clássico, das meias e sapatilhas. Sim, aquele.
Árduos meses treinando, suando, suando, doendo, doendo, suando, rindo, pernão e conhecendo pessoas ótimas e dando o melhor de mim foi o resumo dessa empreitada. Uma bela e saudável fuga desse mundo paradão e cinza.
Bem, chegou um dia que o corpo não estava bem em responder aos meus comandos e ele não foi, mesmo eu forçando ele ir.
Resultado: distensão muscular em muitos lugares da minha perna direita.
Resultado 2: o médico disse que eu não poderia mais dançar. "Não, não, sem danças, repouso total".
Confesso que desejei aquele mundo "sedentário 100%" de volta, mas, ao mesmo tempo, desejei toda a força que ainda restava na minha perna direita, em conjunto com a esquerda, para que todo esse pesadelo passasse logo!! Nunca senti um desconforto e uma "pena" por todos aqueles que são REALMENTE atletas, não de esquina, como eu, mas que fazem do esporte uma luta real, uma vida vivida ali, do ladinho e todos os dias.
Se passou eu não sei. Se dói, bom... Se não estou pronta, quem sabe...
Depois que eu dançar sexta eu venho aqui e tento responder, prometo!
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