Demorou pra eu voltar aqui. Tinha prometido que só escreveria se fosse algo, assim, surreal... E não é que esse dia chegou, Brasil?
Antes de mais nada, alguns pontos precisam ser esclarecidos:
Ponto 1: Vai ser grande a novela, porque foooooi longa, no sentido literal.
Ponto 2: Descobri e já agradeci pelo fato de ser paulista, interiorana e caipira. Não me dei bem com os cariocas no habitat deles.
Ponto 3: Abril deste ano, às 10:45 da manhã, consegui comprar o meu ingresso tão esperado pro Rock in Rio (20/09).
Ponto 4: Já tinha decidido que iria mais pelo meu amado Nickelback e os outros eram os lucros mais lindos que eu já vi (literalmente também).
Ponto 5 e muito importante: Íamos, eu e minha amiga Carolina, de EXCURSÃO.
Será que só eu achei que isso iria dar certo? Enfim.
Seis horas da tarde do dia 19/09 saímos de carona para a cidade do brinco de ouro da princesa! Paramos na rodoviária e depois daquele momento que as coisas começaram a ficar tensas.
A nossa excursão não nos atendia e foi uma vida pra conseguir um "Alô?". Quaanndo conseguimos, bem... resumindo, não foram nos buscar. Mesmo.
Ficamos até duas horas da manhã na rodoviária de Campinas. Com um casal do nosso lado que também tinha sido "esquecido". Nisso chega um carro com 10 pessoas dentro. DUAS HORAS DA MANHÃ.
Eles, antes de descerem, gritam: "EAEEE, QUEM TAMBÉM FOI ESQUECIDO?"
Vocês imaginam a bosta? Então, na hora eu não conseguia pensar em nada, nem chorar, eu olhava pra minha amiga e ficava sem uma expressão. Parecia um pesadelo, dos piores.
11 pessoas no andar de cima da rodoviária sem saber o que fazer. Até que um cara chamado Danilo disse: "Ó, eu e a Daiana vamos, se vocês quiserem ir também, ninguém vai ficar desemparado, vamos ser um grupo agora."
Acho que foi essa hora que minha ficha caiu e eu morri de chorar. Não me conformava e estava louca de ódio!
Foi aí que tudo começou de verdade. 9 pessoas nos ampararam, levaram eu e minha amiga, duas estranhas, pra "dormir" na casa deles. Sem frio, sem fome, sem nada. Se não fossem eles, putss... Nada disso seria possível.
10 horas da manhã de sexta pegamos um ônibus de linha para o Rio de Janeiro. Liguei pra minha mãe só naquela hora pra contar o baque. Bem, ela deve ter infartado. O meu namorado também não tava acreditando e naquele momento agradeci por ele não ter ido, senão ele ia matar alguém.
O motorista muito simpático mas sem noção das coisas entra no ônibus e diz: "BOM DIA, EU GUIAREI VOCÊS ATÉ O RIOOO, 7 HORAS DE VIAGEM COM UMA PARADA, BOA VIAGEMMMM"
Gente, que animação é essa? Estava com a maior cara de enterro.
Paramos em Guaratinguetá, no Graal. Vimos a Syang, a Carolina trombou com ela no banheiro!
Liguei pro excelentíssimo canalha que nos esqueceu e diz ele que sente muito e vai nos reembolsar... Mínimo dos mínimos.
Agora vem a hora hilária: CHEGAMOS NO RIO.
E cara, é muito novela da Globo. Funk nas ruas, vendedor ambulante não deixa ninguém passar, moto buzinando a cada 3 segundos, ladeira, morro, trancinha afro...
Enfim, muito pesadelo pra quem não é acostumada.
Vimos o Cristo e ele é lindo! Mas como não sei nada da Geografia do lugar, achei que com ele tinha uma prainha, mas nem apareceu.
A rodoviária: PISCINÃO DE RAMOS SEM ÁGUA (sim, também vimos a placa do piscinão, niterói, recreio, lapa e afins). MUITA GENTE FALANDO "AXIM", muita muvuca e construção a cada 7 passos (olha a copa, brasil sil sil sil).
Com muito custo pegamos um ônibus com ar condicionado!!! Viajamos em pé, até aí é de boa, quem anda de ônibus sabe. Mas, um bairro pro outro 40 minutos. Coisa que no interior eu vou pra São Carlos.
Andamos pela tal da linha amarela, é uma linha mesmo, mas meio tensa. Vimos os 15 shoppings, cada 3 quarteirões tinha um e também vimos o Engenhão! Que minha amiga achou que era o Maracanã!
Chegamos no tal do terminal da Alvorada. Pense vocês. Uma rua inteira pros ônibus da cidade do Rock. Saía um atrás do outro, LOTADOS. Mas antes, o rio card, com os ambulantes.
Ambulantes: Eles vendiam DE TUDO mesmo se você estava dentro do ônibus de portas fechadas!!!! Como você ia consumir, não sei. Rio Card, CERRRRRRVEJA, bala, até a mãe quase.
Mais 40 minutos (eu sentei na escadinha do ônibus incrédula) e tchanammmm. O ROCK IN RIO separado por uns 2 km ainda! Andando que nem procissão e voi là, lá estava a roda gigante, a coca, mil outdoors, tudo!!
Rock in Rio: Ok. Agora vem a minha visão do evento e de tudo lá dentro.
GIGANTE - na hora a gente não percebe como é grande, como na TV mostra, mas é extremamente grande e muito bonito.
ORGANIZAÇÃO - nota 3. Se eu quisesse entrar com um cadáver, daria hiper certo, mas não sou dessas. A comida e afins muita bagunça. O banheiro das mulheres era mais de boa e os patrocínios eram interessantes, mas tudo bem mal posicionado. Na parte dos ônibus para ir embora ou chegar foi bem pensado. 20 plataformas MÓVEIS, mandaram bem.
PÚBLICO - idem com a parte do gigante. Não dá pra perceber, e é sério, a quantidade de gente. Parece murmúrios vindo lá da frente, mas sei lá, eles estão gritando e estão bemmm longe. LOTADO. Mar de gente, o que mais vocês quiserem falar.
FAMOSOS - Thiago Lacerda, Susana Viera, o carinha da novela das 7 entre outros. Na galerona!
SHOW - Nickelback é fodástico. NÃO TEM NEM O QUE FALAR. CHOREI a minha vida, foi sensacional! Lindos e perfeitos. Carismáticos e fizeram um show para os fãs, de quebra, ganhou muitos outros! FOI FODA.
Matchbox 20 são muito legais! Cantam muito bem, o Rob no caso, músicas conhecidas, o público recebeu muito bem.
Eu vi o show do meu lindinho Ben Harper, mas ao mesmo tempo eu não vi. Porque sou idiota, eu sei.
Bon jovi, vamos lá. É foda, mesmo, incontestável. Acredita que a galera não tava curtindo tanto e estavam votando pro Nick como melhor da noite? Verdade.
O cara cantou PACAS, 2h e 30, mas surpreendeu com músicas de outras bandas e esqueceu de Missunderstood, I'll be there for you entre outras. Deu um intervalo, a galera achou que era o fim e muita gente viu a perfeição ALWAYS lá de fora, longe do telão. Assim como o Have a nice day.
Em suma foi perfeito, o cara é um deus. A moça que beijou ele estava no meu ônibus de volta, só não matei ela porque estava em minoria. E de quebra sai no fundo da gravação da EPTV!
Indescritível a emoção de lá, perfeito mesmo!! ARREPIA! É incrível a sintonia do povo com as bandas, de verdade.
Na hora de ir embora, mais uma via sacra. Dessa vez com direito a tour pelo Rio! Só que a gente estava só o pó... Víamos as praias, o pão-de-açúcar com um olho aberto e outro fechado. Muito cansaço, mas muito realizada também.
O Rio é bonito, mas não dorme. A galera é ligada no 36589220 e as favelas são interessantes de olhar. A estrutura é absurdamente tenebrosa, mas tudo do jeito deles e eles são bem felizes o tempo todo.
Rodoviária tem um chão de grama sintética pras pessoas dormirem, uma do ladinho da outra!!! Fora a briga por tomadas.
Cheguei na minha cidade cinco horas da tarde, dois dias depois de deixar Araraquara.
Minha mãe recebeu eu e minha amiga fazendo mãozinha de ROCK \m/, mas quase nos matou sufocadas de tantos beijos e abraços... Ela deve ter passado um sufoco, também...
Resultado: Foi inesquecível. Foi uma experiência única e valeu o aprendizado.
Valeu também os amigos, os ídolos, a cidade, tudo.
Só não valeu o FDP que nos esqueceu... Esse aí nem quero que valha a pena.
Agradecimentos especiais para as pessoas que estavam com a gente e todos os outros que nos ajudaram de longe, SEM VOCÊS nada seria possível! Obrigada por tudo!!!
Carolina Moya, Iris Carvalho, Juliano Pianca, Emerson Freire, Adrielle Mendes, Sabrina Mendes, Daiana Bernardo, Danilo de Paula, Danielison Willian, Naty Salles, Matheus Fiorelli, Minha mãe, minha Benhe, Mãe da bebê, meu namorado, a aninha que me mandou mensagem e não pude responder, todos os outros que estavam rezando por nós, deu certo POVO! Obrigada!!!!!!!!!
2015 de avião?
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
sexta-feira, 19 de julho de 2013
♒
Para quem me conhece, sabe.
Para quem não me conhece: Sou pisciana.
"Ahh, não! Essa menina vai começar com essa história de astros de novo! Que saco!"
Gente, saco é aguentar gente que é um saco. Paralelos da vida.
Mas enfim, voltando. Sim, sou uma pura pisciana, primeiro dia. Sonhadora, sensível, chorona, mimimi, manteiga derretida, pensativa e o raio que me parta sobre coisas dessa área. Tem gente que chama de gayzisse, bixisse e etc.
E, por isso, coisas pequenas que acontecem com você aí podem ser vistas por mim como uma tragédia! E vice versa. Não que eu viva chorando, que eu viva sonhando, sou uma pessoa "normal" que trabalha, briga, socializa e tal, mas também tenho aquelas horas de TPM fora de hora, sabe? Uma viagem mental para as Bahamas com um homão me abandando. QUEM NUNCA? Também tomo as dores. Como? Explico. Se está difícil para você está difícil para mim. Terrível, eu sei! Mas é assim que EU sou.
Meio egocêntrico esse começo, mas é por uma "boa" razão. Queria tentar entender e jogar a semente da reflexão em tudo e em todos. Por que diabos a personalidade mais forte tem que predominar no mundo?
É sério. Por que você é melhor se for durão, ou é o super-super se for frio e calculista? Qual é a vantagem de ser sério?
Aí eu penso em algo: para não se machucar com o mundo lá fora, Marcela!
Na moral, isso eu acho bixisse. O que? Eu também tenho medo de me machucar e nem por isso eu vou deixar de acreditar nas coisas melhores e mais bonitas. Já tentei, confesso. Mandei tudo para aquele lugar e disse a mim mesma que nunca mais seria do jeito que nunca mais vou mudar...
Não dá, sabe? Acho o cúmulo ser mais fria e sarcástica em um mundo ruim demais até pra isso. Acho o cúmulo ser julgada por ser "mole"!!!! Tá, o povo vai pisar em mim e eu sei, já pisam a mais tempo que muita gente aí, mas enfim, qual o propósito de mudar algo que eu acho que até me salva? Por que eu vou parar de me sensibilizar, por que eu vou parar de sentir o que pouca gente sente?
Se você é um hipócrita, você é um hipócrita e se lhe convém, vai ser para sempre.
Se você é folgado, você é um folgado porque isso deu certo para você.
Se você é justo, só consegue viver com justiça BEM próximo a você
Aonde está escrito que chorar em filme é coisa absurda? Cara, eu acho tanta coisa absurda, e que envolve muito menos. Absurdo é você bater no peito mas na hora que a casa cai corre que nem uma lady, como eu. ;)
Relato de uma chorona pelo direito de chorar sem dó! E que se exploda quem acha isso péssimo. É péssimo a falta de. A falta de tanta coisa...
Vou me derramar e, se der, amar. O quanto eu achar que está bom para viver melhor e feliz.
E se achar ruim vou ter que citar Clarice, "respeite também, até eu fui obrigada a me respeitar!"
___________________________________
Para quem não me conhece: Sou pisciana.
"Ahh, não! Essa menina vai começar com essa história de astros de novo! Que saco!"
Gente, saco é aguentar gente que é um saco. Paralelos da vida.
Mas enfim, voltando. Sim, sou uma pura pisciana, primeiro dia. Sonhadora, sensível, chorona, mimimi, manteiga derretida, pensativa e o raio que me parta sobre coisas dessa área. Tem gente que chama de gayzisse, bixisse e etc.
E, por isso, coisas pequenas que acontecem com você aí podem ser vistas por mim como uma tragédia! E vice versa. Não que eu viva chorando, que eu viva sonhando, sou uma pessoa "normal" que trabalha, briga, socializa e tal, mas também tenho aquelas horas de TPM fora de hora, sabe? Uma viagem mental para as Bahamas com um homão me abandando. QUEM NUNCA? Também tomo as dores. Como? Explico. Se está difícil para você está difícil para mim. Terrível, eu sei! Mas é assim que EU sou.
Meio egocêntrico esse começo, mas é por uma "boa" razão. Queria tentar entender e jogar a semente da reflexão em tudo e em todos. Por que diabos a personalidade mais forte tem que predominar no mundo?
É sério. Por que você é melhor se for durão, ou é o super-super se for frio e calculista? Qual é a vantagem de ser sério?
Aí eu penso em algo: para não se machucar com o mundo lá fora, Marcela!
Na moral, isso eu acho bixisse. O que? Eu também tenho medo de me machucar e nem por isso eu vou deixar de acreditar nas coisas melhores e mais bonitas. Já tentei, confesso. Mandei tudo para aquele lugar e disse a mim mesma que nunca mais seria do jeito que nunca mais vou mudar...
Não dá, sabe? Acho o cúmulo ser mais fria e sarcástica em um mundo ruim demais até pra isso. Acho o cúmulo ser julgada por ser "mole"!!!! Tá, o povo vai pisar em mim e eu sei, já pisam a mais tempo que muita gente aí, mas enfim, qual o propósito de mudar algo que eu acho que até me salva? Por que eu vou parar de me sensibilizar, por que eu vou parar de sentir o que pouca gente sente?
Se você é um hipócrita, você é um hipócrita e se lhe convém, vai ser para sempre.
Se você é folgado, você é um folgado porque isso deu certo para você.
Se você é justo, só consegue viver com justiça BEM próximo a você
Aonde está escrito que chorar em filme é coisa absurda? Cara, eu acho tanta coisa absurda, e que envolve muito menos. Absurdo é você bater no peito mas na hora que a casa cai corre que nem uma lady, como eu. ;)
Relato de uma chorona pelo direito de chorar sem dó! E que se exploda quem acha isso péssimo. É péssimo a falta de. A falta de tanta coisa...
Vou me derramar e, se der, amar. O quanto eu achar que está bom para viver melhor e feliz.
E se achar ruim vou ter que citar Clarice, "respeite também, até eu fui obrigada a me respeitar!"
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"— Minha casa é em lugar nenhum — prosseguiu ele. — Não sou de copas, nem de ouros, nem de paus, nem de espadas. Também não sou rei ou valete, nem oito, nem ás. Aqui estou eu, um simples curinga. E tive de descobrir sozinho o que é ser um curinga. Toda vez que mexo a cabeça, meus guizos tilintam e me lembram de que não tenho família, de que sou sozinho. Não tenho um número nem um ofício. [...] Assim, tudo o que sempre fiz foi andar por aí observando tudo o que os outros faziam. Em contrapartida, pude ver um monte de coisas para as quais todos os outros sempre foram cegos."
Jostein Gaarder (O dia do Curinga)
sexta-feira, 17 de maio de 2013
"Dizer i n s i s t e n t e m e n t e..."
Estava pensando.
O que é muito comum de minha parte. Pensar, pensar e pensar. Um exercício bom até, talvez meio fora de moda nos dias de hoje, mas com inegável valor espiritual.
Estava pensando sobre as palavras.
Estava pensando como letras, quando juntas, trazem vários tipos de valor. Um valor sentimental, uma atitude descrita em papel ou as falas escritas pelos ares.
É incrível como essas palavras dependem de uma contraparte. Depende de quem lê, ouve. Depende de quem escreve, fala.
Como algo tão mágico e cheio de significados pode ser motivo de tristeza? E é. Tristezas grandes.
Estava pensando sobre greve. Que merda, né? Mas me peguei pensando sobre isso.
Estava pensando como as palavras são as protagonistas de situações como esta.
Você acha, ou na maioria das vezes acha, que é só dizer alguma frase fora de contexto que BUM.
Mentira.
Frase é frase, o que você quer falar é o que você quer falar, mas a contraparte não estava tão bem assim para te ouvir naquele momento. Nada foi do jeito que você estava falando. E é triste.
Estava pensando sobre o amor. O que é amor pra você?
Em um dos meus livros preferidos o amor é descrito como altamente doloroso, e é pra ser evitado se possível.
Eu já acho o amor tão lindamente traiçoeiro, mas, também, não consegue lidar com essas coisas que envolvem palavras. Talvez o amor só ouve batimentos, quem sabe se a gente bater ele não vá entender!
BATER AS PALAVRAS!
Mas de nada adianta se a contraparte não tá afim de te ouvir. E é mais triste ainda.
Para que todos os valores sejam finalmente passados, do jeitinho que era pra ser, não depende só de você.
Para que todas as emoções sejam sentidas, do jeitinho que você queria que fossem, não depende só de você.
Assim como o silêncio, as palavras também são um texto bem fácil de ser lido errado.
De nada adianta o melhor discurso se não tem ninguém pra te ouvir.
De nada adianta as melhores pessoas se suas palavras não valem o seu interior.
Deem seus ouvidos, a pele, o coração e tudo o mais que precise para que a mensagem seja passada como realmente é, como realmente precisa ser.
As boas palavras não merecem acabar com tristeza, mas sim "mais felizes ainda".
_____________________________
"Mas de lá de dentro do fundo da treva do chão da cova
Eu ouvia a vozinha da Virgem Maria
Dizer que fazia sol lá fora
Dizer i n s i s t e n t e m e n t e
Que fazia sol lá fora."
Manuel Bandeira
terça-feira, 7 de maio de 2013
O velho novo.
Nem todas as pessoas
se conhecem quando se encontram, algumas simplesmente se encontram. Digo isso
depois de uma longa reflexão, leituras de textos antigos e também por algumas
amizades estabelecidas ao longo dos anos. Claro que há quem não se conheça, nem
se encontre, apenas se esbarre e nada mais; cada situação depende da disposição
das pessoas pra acontecer ou não. Mas como eu ia dizendo, as vezes nós nos
reconhecemos amigos, é bem difícil, mas tão gostoso quanto chocolate quento no
frio ou coisas assim, que parecem bobas, mas causam efeitos surpreendentes!
A amizade por si só é
uma dádiva, mas descobrir numa outra pessoa uma sintonia peculiar que te
permite só com o olhar saber o que está acontecendo ou se fazer entender, é
raro. Rir da mesma coisa sem dizer nada ou concordar sem nem virar o rosto um
para o outro, isso sim é raspadinha premiada. Não dá para combinar também nos
times, aí já é demais. Clássico de morte acaba se tornando Palmeiras X Santos e
um dos dois sagrados clubes com qualquer outro time do mundo te faz vestir a
camisa, aprender o hino, chorar as pitangas...
O silêncio do outro às
vezes é a bronca que precisamos, aquela mão na beira da estrada é o que nos
mantém na caminhada, a parceria do brigadeiro logo depois de uma decepção
amorosa é revigorante. E sempre tem aquele amigo carinhoso que solta um
"se liga, idiota!", só para te tirar da inércia e é um tratamento de
efeito! Tudo gira em torno de um respeito, que mesmo desrespeitoso, acata a
postura amiga com as opiniões, pedidos, mandos e desmandos que a outra pessoa
traz, sempre na intenção de que você esteja bem.
Nas minhas amizades
as experiências de leituras estão sempre muito presentes, as caricaturais
também, mas essas não são tão derramadas como as inumeráveis cartas, textos,
bilhetes e o que mais possa haver com palavras e frases cheias de um
sentimentalismo que vai passar, para quem escreveu e para quem leu. Caminho
natural das coisas, mas compartilhada no momento necessário e compreendida
também.
Poxa, foram tantas
voltas pra dizer sobre uma observação simples, que encontrei uma amiga justo
quando não esperava, nos reconhecemos e aqui estamos compartilhando um espaço
no mesmo blog! Outras pessoas também foram encontradas, reconhecidas e estão
retratadas aqui, mas perceber que com dias de amizade nos conhecíamos tanto
quanto hoje, quatro anos depois, é quase assustador. Sei que tenho amigos
reconhecidos espalhados por várias cidades, o que não significa que são muitos,
é que são espalhados mesmo e que fazem toda diferença, então repare sempre no
caminho, pode ser que passe por um velho novo amigo e é sempre interessante
estar atento, nunca se sabe.
Esse texto é da minha amada amiga Natielly Weimag, 07/05/2013.
domingo, 5 de maio de 2013
Mal jeito não vê endereço.
Quando dei por mim, estava em uma cadeira de rodas.
Foi assim que começou-terminando uma saga meio traumática.
Sempre me orgulhei do fato de ser mega sedentária. Mas daquelas grandes ainda, comendo no sofá, andando, deitando, dormindo, acordando e comendo.
Só que o stress chega, né? Pra todo mundo. Tudo bem que hoje em dia tem uma galera de 11 anos que não sabe o que está fazendo no mundo, e isso sim me assusta... Mas, voltando, o stress chegou e veio arrebentando tudo em mim. Conclusão: quem sabe fazer um esporte mais conhecido? Aquele que eu fazia quando tinha uns, sei lá, 3 anos de idade?
Daí lá foi eu. Em um mundo ROSA e CHEIO de babados, phyneza e disciplina. Falando assim e analisando friamente já não tem nada a ver comigo, mas custou a tentativa.
BALLET. Sim, aquele clássico, das meias e sapatilhas. Sim, aquele.
Árduos meses treinando, suando, suando, doendo, doendo, suando, rindo, pernão e conhecendo pessoas ótimas e dando o melhor de mim foi o resumo dessa empreitada. Uma bela e saudável fuga desse mundo paradão e cinza.
Bem, chegou um dia que o corpo não estava bem em responder aos meus comandos e ele não foi, mesmo eu forçando ele ir.
Resultado: distensão muscular em muitos lugares da minha perna direita.
Resultado 2: o médico disse que eu não poderia mais dançar. "Não, não, sem danças, repouso total".
Confesso que desejei aquele mundo "sedentário 100%" de volta, mas, ao mesmo tempo, desejei toda a força que ainda restava na minha perna direita, em conjunto com a esquerda, para que todo esse pesadelo passasse logo!! Nunca senti um desconforto e uma "pena" por todos aqueles que são REALMENTE atletas, não de esquina, como eu, mas que fazem do esporte uma luta real, uma vida vivida ali, do ladinho e todos os dias.
Se passou eu não sei. Se dói, bom... Se não estou pronta, quem sabe...
Depois que eu dançar sexta eu venho aqui e tento responder, prometo!
sábado, 4 de maio de 2013
O frio de ontem e hoje.
Não queria transformar isso aqui em uma novela com título bem próximo de "Páginas da Vida", mas é incrível como algumas coisas se encaixam no nosso cotidiano, seja ele o nosso presente ou o passado de pessoas próximas a nós.
Estamos no outono, já perceberam? Aquela estação que faz um clima maluco de tarde e aquela friaca a noite. E, com tudo isso, vem aquela velha-nova história de campanhas sobre o frio e as pessoas que PASSAM esse frio, na pele mesmo, não vendo pelo TV.
Hoje eu vi, pela enésima vez, uma campanha no canal aberto. "Esquente o corpo e o coração de alguém", eu acho que era algo por aí. Resolvi prestar BEM atenção no que eles estavam querendo passar e não pude deixar de perceber um certo desconforto pela parte de minha mãe.
Minha mãe: Pra quem não sabe ela é uma figuraça! Pra quem sabe, imaginem tudo! haha
Voltando. Ela ficou bem desconfortável com tudo aquilo passando na TV. Casas sem forros, sem portas e janelas. Independente daquela apelação própria dos meios de comunicação, todos nós sabemos que tudo aquilo ali existe, e de pencas.
Vendo as imagens ela se lembrou da vida dela quando criança. Até comentou que aquela família da TV era bem mais rica que a dela, nos anos 60. Mas eu sabia que tinha algo pior, ou talvez que constrangesse mais no meio daquele pensamento todo.
Descobri que a família da minha mãe foi uma das famílias ajudadas pelos jornais e escolas, naquela época, por campanhas de comidas e agasalhos. E pude sentir, porque sou bem parecida, uma vergonha, NÃO POR RECEBER AJUDA, mas uma certa tristeza naquela vida que tinham. 5 filhos e um pai recebendo comidas e roupas. Imaginem a família de vocês hoje em dia. O que passaria pela sua cabeça?
Foi então que eu percebi que por mais quente e segura que esteja, a realidade triste e sofrida de muita gente do lado de fora da minha porta não está tão longe assim.
A reportagem da TV começou mostrando os primeiros trechos dos direitos humanos, e é triste lembrar que pouca gente SABE ou SEGUE isso. Fechando os olhos por ter certeza que não faz parte da nossa rotina.
Mas talvez faça, e muito próximo ainda.
Sensibilize-se quando puder. Não custa muito pensar no outro.
E, também, não custa nada tirar aquele agasalho ou cobertor que você não usa mais para dar à alguém que só tem a pele fina pra se proteger.
Particularmente, não gosto do frio, nasci no verão, lembram? Mas pra quem gosta, gosta por quê? "Dormir nas cobertas, banho quente, pessoas saem mais elegantes!"?
Experimente gostar do frio quando não existir mais "calor" pra você.
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Fruto do verão...
Não, não tem nada a ver com saúde ou com os alimentos da estação!
A "geração Coca-Cola" resolveu abrir uma porta pra ver se alguma janela se manifesta. Tudo é possível, não é?
Talvez muita coisa não preste, e se prestar, pouca coisa será deixada para trás.
O que será o limite de algo que não tem limites?
Confie no que quiser!! Mas desconfie confiando em alguém que nasceu no meio do verão...
A "geração Coca-Cola" resolveu abrir uma porta pra ver se alguma janela se manifesta. Tudo é possível, não é?
Talvez muita coisa não preste, e se prestar, pouca coisa será deixada para trás.
O que será o limite de algo que não tem limites?
Confie no que quiser!! Mas desconfie confiando em alguém que nasceu no meio do verão...
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